Recentemente, fui abordado por uma pessoa que cobrava-me mais atenção aos movimentos culturais de Tupaciguara. Pois bem, comecei, imediatamente, a refletir quais eram os movimentos existentes em minha cidade.
Infeliz constatação, os movimentos culturais existem em função de pseudo líderes que, a pretexto de desenvolver a cultura no município, encostam no aparelho público esperando benefícios para si próprio, abarrancando as genuínas manifestações populares.
A Cultura é um produto intelectual do Homem. Uma atividade inerente a sua própria existência. Nasce, primitivamente, das interações da humanidade com a natureza e, mais elaborada, das próprias relações homem a homem.
Por isso, a Cultura é protagonista, autônoma, necessitando do Poder Público apenas tutela e proteção para continuar a existir e nunca AUTORIZAÇÃO. O papel das esferas de governo é o fomento à atividade cultural, porque os movimentos genuínos nascem auto-determinados, perenes, independente da vontade do Poder Estatal.
Destarte, meus caros amigos, a cultura não se inventa, ela advém da soma do produto intelectual das sociedades. A cultura não se importa, porque como organismo estranho é rejeitada. Pode ser aceita a cultura de um outro povo: não por imposição, mas por identificação. Cultura é identidade!